Ceará registra 11º mês seguido de crescimento nas exportações

08/08/2017 - 09h08

O estudo Ceará em Comex, realizado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, em julho, apontou que as exportações cearenses tiveram crescimento de 15,8% em relação ao mês anterior, alcançando US$ 162,9 milhões. O montante exportado é 88,8% superior ao igual período de 2016, quando fora registrado US$ 86,3 milhões. Trata-se do décimo primeiro mês consecutivo em que o Estado registra aumento. As importações também registraram crescimento (19%) em julho em relação a junho, chegando a US$ 209,6 milhões. Vale destacar que esse valor é 60,9% inferior aos US$ 536 milhões registrados no mesmo período de 2016. Como resultado dessas movimentações, o Ceará registrou balança comercial deficitária em US$ 46,6 milhões em julho.

Observando o comportamento das trocas comerciais do Estado no acumulado do ano, as vendas externas cearenses alcançaram a cifra de US$ 1,1 bilhão – alta de 101,8% quando comparado com 2016. No sentido inverso, as compras do exterior apresentaram queda de 51,4%, alcançando US$ 1,3 bilhões. Como efeito final de tais transações, a balança cearense no período de janeiro a julho de 2017 ficou negativa em US$ 189,2 milhões. Apesar do resultado, tais valores representam uma evolução ao déficit de US$ 2,2 bilhões em 2016. Além disso, a balança comercial cearense vem apresentando contínuas melhorias ao longo do ano.

As movimentações das trocas comerciais do Estado influenciaram diretamente na participação das exportações e importações cearenses na balança comercial do Nordeste no acumulado de 2017, onde o peso das compras externas do Ceará caiu de 24,2% (em 2016) para 11,7% (em 2017), e das vendas ao exterior passando de 7,9% (ano passado) para 12% (atual). Em relação ao Brasil, o peso das importações cearenses reduziu mais que a metade, passando de 3,5% para 1,6%. Do lado das exportações, a participação quase que dobrou, avançando de 0,5% para 0,9%.

O montante exportado pelo Ceará (US$ 1.127.791.134) garantiu a décima quinta posição no ranking dos estados exportadores brasileiros, bem próximo dos US$ 1.133.852.329 registrados por Pernambuco (na décima quarta colocação), e quase o dobro registrado pelo décimo sexto lugar no ranking, Rondônia (US$ 692.253.549). Não obstante, em termos de indicadores de crescimento, o Ceará apresentou a quarta maior alta no país com 101,8% - índice bem acima da média nacional de 18,7%.

No tocante aos principais municípios cearenses exportadores, Cascavel, Caucaia e Eusébio apresentaram quedas representativas nas suas vendas externas quando comparado com 2016. São Gonçalo do Amarante lidera a lista com US$ 614 milhões - representando mais da metade da pauta exportadora cearense. As vendas externas da Companhia Siderúrgica do Pecém - CSP têm destaque na série temporal do Ceará, repercutindo diretamente nas exportações do referido município. Vale ainda mencionar o destaque para a cidade de Itapipoca que apresentou um aumento de 41,7% nas vendas ao exterior quando comparado com o mesmo período do ano passado.

Examinando o ranking dos principais setores exportadores do Ceará, o setor de “ferro fundido, ferro e aço”, firma sua posição no topo da lista, com aumento exponencial superior a 11 mil pontos percentuais (saindo de US$ 4,9 milhão para US$ 572,5 milhões) sobre 2016. Mais uma vez, constata-se a importância da CSP na pauta das exportações cearenses. Ainda como relevância, houve um aumento no setor de “Combustíveis e óleos minerais”, de dois mil e oitocentos pontos percentuais e o de “Suco de frutas e demais preparações hortícolas e de frutas”, com 27,9%. Em sentido contrário, o setor de “Frutas (incluindo castanha de caju) ” e “Algodão, fios e tecidos de algodão” representaram as maiores quedas da lista, respectivamente com 37,3 % e 34,9%.

Principal comprador dos produtos cearenses no ano, os Estados Unidos registraram no acumulado do ano uma variação positiva de 81,2% frente a igual período de 2016, representando 25% das vendas externas no Estado, com um total de US$ 282,4 milhões. Vale ressaltar o aumento exponencial superior à dez mil pontos percentuais do volume exportado para a Turquia, firmando a terceira colocação. Há também consideráveis elevações para a Coréia do Sul (quase seis mil pontos), Tailândia (acima de mil e cem pontos) e México (mil e duzentos pontos). Tais desempenhos são em virtude das chapas metálicas exportadas pela CSP.

Verificando o ranking dos estados brasileiros importadores em 2017, o Ceará se firma na décima quarta posição, com US$ 1,3 bilhões. O Ceará e mais quatro Unidades da Federação (RJ, DF, PA e SE) apresentaram decréscimos nas compras externas. São Gonçalo do Amarante continua sendo a cidade com a maior participação no ranking dos municípios cearenses importadores, com 41,0%, em virtude do montante registrado de US$ 560,7 milhões. Destacaram-se ainda Tianguá, Eusébio e Cascavel com aumentos respectivos de 203,3%, 88,4% e 59,0% quando comparado com o ano anterior.

Em relação aos principais setores importados pelo Estado em 2017, “Combustíveis e óleos minerais” lidera a pauta, com US$ 511,3 milhões. Outros destaques se relacionaram aos elevados aumentos na participação de “Algodão, fios e tecidos de algodão”; “Ferro fundido, ferro e aço”; “Produtos químicos diversos” e “Gorduras e óleos animais/vegetais”, respectivamente em 81,8%; 364,4%; 113,5%; e 28,0%, se comparados ao ano de 2016.

Na contramão, os setores de “Máquinas, aparelhos mecânicos”, “Máquinas, aparelhos e materiais eletro-eletrônicos” e “Produtos químicos orgânicos” registraram quedas respectivas de 93,0%, 77,2%; e 21,4%. 

A China continua como o principal parceiro das importações cearenses no acumulado de 2017, com US$ 222,7 milhões, embora tenha registrado uma queda de 35% em relação a 2016. Chama a atenção os elevados aumentos apresentados por Moçambique (561,4%); Austrália (509,1%); e Nigéria (165,7%).

Confira o estudo Ceará em Comex completo AQUI

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