Armazém Nordestino atende brasileiros no exterior
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São Paulo – O Armazém Nordestino, que comercializa castanhas, bebidas, queijos, biscoitos, carnes, doces e farinhas típicos do estado da Paraíba, busca parcerias comerciais para levar seus produtos até os brasileiros que vivem nos países árabes. A empresa tem como foco atender os consumidores que são fãs dos produtos paraibanos, estejam eles na cidade do Rio de Janeiro, onde o Armazém Nordestino tem um ponto de venda na tradicional Feira de São Cristóvão, ou em outros estados e países. “Tenho bastante interesse em comercializar nossos produtos para os brasileiros que moram lá”, diz a sócia do Armazém Nordestino, Cátia Camaz, sobre os países árabes. A empresa chegou a fazer uma tentativa de venda para a Arábia Saudita, que fica no Golfo – não chegou a ser entregue porque cada país tem regras diferentes para a entrada dos produtos – e fez um envio para o Marrocos, no Norte da África. Mas o objetivo é tornar os países árabes mais presentes no leque dos mercados atendidos. “As vendas para fora do Brasil começaram há três anos de forma despretensiosa. Enquanto eu estava nos Correios enviando produtos para outros estados comentei que queria mandar nossos itens para outros brasileiros que viviam fora do País, mas que não sabia como. Até que um atendente comentou que poderia fazer isso por meio deles. Desde então já vendi dessa forma para Portugal, Marrocos, França, Itália e Estados Unidos. Para o Marrocos fizemos só uma venda há uns dois anos, de biscoitos”, relata. Cátia conta que as comercializações dos alimentos e bebidas para fora do Brasil sempre começam da mesma forma: “O interesse em enviar os produtos do Armazém, que às vezes vão como presentes, surge quando brasileiros estão de férias e passam por nosso comércio. Eles gostam dos itens e perguntam se podem receber no país onde estão vivendo”, explica a comerciante. Como a empresa não faz a exportação direta, depois que o pedido internacional é feito, Cátia ou o marido, também sócio do negócio, entram em contato com os Correios, fazem a solicitação e aguardam a empresa verificar a possibilidade de envio de determinado produto com a Alfândega do destino. Quando há a aprovação, o produto é enviado, quando não, os donos do Armazém são avisados e a compra é cancelada.
Como surgiu o Armazém Nordestino Aos poucos, as vendas foram aumentando e o negócio foi crescendo. “Começamos vendendo 10 quilos de castanhas, depois fomos para 20 quilos e passamos a acrescentar outros produtos, como mel e manteiga de garrafa, para atender a outras necessidades dos clientes, sempre comprando de pequenos produtores da Paraíba”, diz Cátia. “Em 2019 abrimos uma loja física em São Cristóvão. Na pandemia a empresa expandiu novamente e no segundo semestre de 2020 mudamos para o espaço que ocupamos hoje”, diz a analista de sistemas. Três anos depois, com o aumento das vendas, os produtos começaram a sair do Rio de Janeiro com destino a outros estados, com foco principal em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, e posteriormente a outros países. Com uma gama de produtos bem expressiva e diversa, chegando a 450 itens, entre os carros-chefes da empresa estão a castanha-de-caju em todas as suas variações, o queijo coalho, a fécula de mandioca, a manteiga de garrafa, o feijão-de-corda e a farinha-d’água. As vendas acontecem pelo site, WhatsApp, Mercado Livre e Shopee, e para atender a todas as demandas, além de Cátia e Luiz, a empresa conta com outros seis funcionários. Fonte: ANBA |
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