Karina Frota, gerente do CIN, destaca pontos que consolidaram a China como potência econômica global em coluna no jornal O POVO
Em sua coluna no jornal O POVO desta semana, a presidente do Conselho de Relações Internacionais da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEC, Karina Frota, aborda os aspectos que fortaleceram a China como potência econômica no cenário global. Confira a publicação na íntegra abaixo ou acesse diretamente no site.
China - o "Império do Meio"
O país também se destaca pelo alto investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, focando em inteligência artificial e 5G, o que fortalece sua posição de poder e interdependência econômica mundial
Em mandarim, o nome China - Zhongguó (??) -, significa "país ou nação do meio". O termo reflete a visão antiga de que a civilização chinesa era o centro geográfico, político e cultural do mundo.
A ascensão da China como potência econômica global é pautada em uma história desenvolvida através de uma série de fatores. Reformas econômicas, políticas e sociais foram indispensáveis no progresso da agenda econômica chinesa.
A implementação de políticas públicas desenvolvidas na década de 70 tiveram como objetivo modernizar a economia do país asiático e integrá-la na economia global. Dessa forma tornou-se possível a entrada de investimentos estrangeiros. Temas como a liberalização do comércio e da indústria pautaram a promoção do país. A China se tornou uma economia de mercado com características socialistas, resultando em um expressivo crescimento econômico.
Com forte influência na economia global, a China é um dos países mais industrializados do mundo, ocupa a terceira posição em extensão territorial, atrás apenas da Rússia e do Canadá. A sua população é pelo menos quatro vezes maior que a dos Estados Unidos e possui o maior exército do mundo.
Os principais pontos de influência da China revelam que a nação asiática consolidou-se como o maior exportador de bens do mundo e o principal elo nas cadeias de suprimentos globais, com alta capacidade de produção.
A China lidera a produção global de painéis solares, turbinas eólicas e veículos elétricos, além de deter grande controle sobre terras raras, fundamentais para a tecnologia moderna.
Com a recente denominação de "fábrica do mundo", conquista consumidores de alto nível, com classe média crescente que impulsiona o comércio internacional. É o principal parceiro comercial de mais de 100 países, superando os EUA em influência comercial em regiões como a América Latina e o Brasil.
Em relação ao impacto nas commodities, a demanda chinesa é crucial para a fixação de preços globais de matérias-primas e commodities agrícolas. O país também se destaca pelo alto investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, focando em inteligência artificial e 5G, o que fortalece sua posição de poder e interdependência econômica mundial.
